Nossa pureza questionadora de
tudo que vai de encontro a nossa vontade, como não poderia deixar de ser
qualquer pureza, nos aproximou...
Em todas as vezes que perguntamos
por que não, enquanto todos ao redor obedeciam outros porquês, alimentamos
nossos desejos e reinventamos o que de fato seria pecado, o que seria trair-se,
e nos aproximamos passo a passo, nos intuindo, e sem nos conhecermos rosto e
tato, mas com almas mais íntimas que os rostos que nos cercaram.
Perdemos nossa inocência nos
braços um do outro, e agora nossa pureza está mais abaulada... Destruindo sem
cuidados, as ilusões ofertadas pelas pessoas novas que surgem na sacada.
Perdemos nossa inocência nos
braços um do outro, ou o que restava dela, que já vinha tão afiada que nos
cortava sem cuidados, em cada abraço despreparado para tanto amor.
Hoje somos dois, e um pra cada
lado, como dupla de pesquisadores que um dia se encontrarão para expor o que
descobriram do mundo, seguimos... Conscientes de que tudo passa... E sentindo
isso dia a dia. Escolhemos eternizar distantes, o que estaria fadado ao fim e
não merecia, na humanidade pobre um do outro.
Extraterrestres colonizados, reaprendendo
o caminho para as estrelas, esquecendo os caminhos que nos levavam juntos ao
nosso quarto.
A afirmação de que tudo passa à vezes me deixa esperançosa e às vezes me deixa triste. Duas vertentes de uma verdade absoluta.
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